Quanto custa trocar a tela do celular? Preços reais por modelo
Os preços reais de troca de tela na bancada — por modelo, LCD x OLED, original x paralela — e quando consertar não compensa. Sem faixa inventada.
Por Arlan · Técnico sênior · dono de 2 assistências
· atualizado em 25 de junho de 2026
Quanto custa trocar a tela do celular? Na nossa bancada, em 2026, a tela do iPhone 11 fica entre R$ 350 e R$ 400, e a de um Android comum entre R$ 280 e R$ 300. Mas o preço muda muito conforme o modelo, o tipo de tela e se a peça é original ou paralela. Vou abrir os números reais abaixo.
Esses valores não são chute de tabela de blog. São os preços que pratico nas duas lojas, em São Paulo. Se você quebrou a tela e quer saber quanto vai pagar — ou se está pensando em entrar nesse mercado e precisa entender como o preço se forma — este texto é direto ao ponto.
Quanto custa trocar a tela, por modelo?
A faixa larga que você vê na internet (“de R$ 150 a R$ 1.500”) não ajuda ninguém. O preço real depende do aparelho. Aqui está o que cobro de fato, por reparo:
| Reparo | Faixa de preço (2026) |
|---|---|
| Tela — iPhone 11 | R$ 350–400 |
| Tela — Android comum (ex.: Moto G30) | R$ 280–300 |
| Bateria | R$ 190–450 |
| Conector de carga | a partir de ~R$ 120 (mão de obra) |
| Reparo de placa | R$ 400–600 |
| Câmera (iPhone/Samsung) | R$ 400–600 |
| Câmera (Android) | R$ 180–200 |
Faixas praticadas nas lojas TNX (Penha e Vila Matilde), em 2026, sujeitas a alteração por modelo, disponibilidade de peça e região.
O iPhone 11 é, de longe, o campeão de troca de tela na minha bancada. Faz sentido: é o seminovo que mais roda no Brasil, e o aparelho vale o conserto. Por isso ele virou a referência número um quando o assunto é preço de tela.
O que faz o preço da tela subir ou descer?
Três coisas mexem no valor, em ordem de peso.
1. O modelo. Um aparelho de entrada custa menos que um topo de linha — peça mais barata, mais disponível. É por isso que o Android comum sai por R$ 280–300 e modelos mais caros pesam mais.
2. O tipo de tela: LCD ou OLED. Esse é o detalhe que quase ninguém explica. Telas LCD (como a do iPhone 11) são mais baratas de repor. Telas OLED (comuns em linhas Samsung, por exemplo) são mais caras — e a diferença entre peça paralela e original dispara nelas.
3. Original ou paralela. Aqui é onde o cliente mais erra a conta, então vou abrir no próximo bloco.
Original x paralela: quando a diferença importa de verdade
Muita gente acha que “paralela” é sempre ruim e “original” é sempre o dobro do preço. Na bancada, a realidade é mais sutil — e depende do tipo de tela.
- iPhone 11 (tela LCD): a diferença entre paralela e original é pequena. A tela paralela sai por volta de R$ 110. Como o LCD paralelo de qualidade entrega bem para o uso do dia a dia, aqui a escolha pesa pouco no bolso.
- Samsung A16 (tela OLED): a diferença é grande. A paralela fica perto de R$ 80, enquanto a original vai para a faixa de R$ 350 a R$ 400. Nesse caso, a decisão original x paralela muda bastante o preço final.
A lição: em LCD, original x paralela quase não importa no preço. Em OLED, importa muito. Pergunte sempre ao técnico que tela o seu aparelho usa antes de fechar.
Por que a autorizada é tão mais cara?
Para você ter a referência de teto: uma tela oficial de iPhone 17 na Apple sai por R$ 2.849 (preço da autorizada, set/2025). É o preço da peça oficial, com a marca por trás.
A assistência independente faz o mesmo serviço — trocar a tela — usando peça de qualidade adequada ao uso, por uma fração disso. É a mesma lógica do iPhone 11: na Apple, o reparo de uma tela top custaria mais que muitos seminovos valem; na bancada independente, sai na casa das centenas de reais, não dos milhares.
Não é que a autorizada esteja “roubando”. É outro modelo: peça oficial, processo da fabricante, preço de teto. Para a maioria dos casos do dia a dia, reparar fora compensa — e muito.
Quando NÃO vale a pena trocar a tela?
Essa é a hora de eu ser honesto, mesmo correndo o risco de perder o serviço: nem todo conserto compensa.
O caso clássico é o aparelho que caiu na água. Mesmo trocando a tela, esse tipo de aparelho costuma dar retorno — não fica 100% de novo. A umidade ataca a placa, e o defeito reaparece depois. Nesses casos, eu prefiro conversar com o cliente antes de ele gastar com uma tela nova num aparelho que não vai ficar redondo.
A regra que uso: se o aparelho tem histórico de água ou o custo do reparo se aproxima do valor de um seminovo, vale parar e fazer a conta. Às vezes o melhor conselho é não consertar.
Para quem quer aprender (ou abrir loja): como o preço se forma
Se você não veio só fazer orçamento e sim entender o negócio, aqui vai o de dentro. O preço de um reparo não é só a peça. No conector de carga, por exemplo, a peça custa cerca de R$ 5 e o serviço fica em torno de R$ 120 — quem paga é a mão de obra, não a peça. Já numa tela, a peça (R$ 250–400) pesa mais e a mão de obra entra com peso menor.
A conta que uso para precificar é simples: dobrar o valor da peça, somar cerca de 10% da maquininha e R$ 30–40 de frete. Peça de R$ 100 vira um serviço de R$ 250–280, variando com a região e a concorrência. Esse é o esqueleto de como esses preços de tabela nascem.
Se quiser ir mais fundo nessa parte de carreira e quanto dá para faturar, eu detalho isso aqui: dá pra viver de manutenção de celular?
Fechando: o que esperar de preço
Resumindo o que importa: tela de iPhone 11 entre R$ 350 e R$ 400; Android comum entre R$ 280 e R$ 300; LCD a escolha original x paralela quase não muda o preço, em OLED muda muito; e a autorizada cobra preço de teto (R$ 2.849 numa tela de iPhone 17). E aparelho que caiu na água pede cautela antes de gastar.
Se você é de São Paulo e quer um preço fechado para o seu modelo, é melhor um diagnóstico na bancada do que um chute pela internet. Passe nas lojas para um orçamento sem compromisso: veja as unidades da TNX. A gente olha o aparelho, mostra a peça e fecha o preço na sua frente.
Escrito por Arlan — técnico há cerca de 10 anos e dono de duas assistências em São Paulo (Penha e Vila Matilde). Os preços vêm da bancada das nossas lojas (2026), em faixa e sujeitos a alteração. Referência da autorizada: tela oficial de iPhone 17 = R$ 2.849 (Apple, set/2025).
Perguntas frequentes
Quanto custa trocar a tela do iPhone 11?
Na nossa bancada, a troca de tela do iPhone 11 fica na faixa de R$ 350 a R$ 400 (faixa de 2026, sujeita a alteração). É o modelo que mais entra para troca de tela na loja. Para comparação, a tela oficial de um iPhone 17 na Apple sai por R$ 2.849 — o reparo independente faz por uma fração disso.
Tela paralela é confiável ou vale a pena pagar pela original?
Depende do tipo de tela. Em telas LCD, como a do iPhone 11, a diferença entre paralela e original é pequena — a paralela sai por volta de R$ 110. Já em telas OLED, como a do Samsung A16, a diferença é grande: a paralela fica perto de R$ 80 e a original vai a R$ 350 a R$ 400.
Por que a Apple cobra tão mais caro para trocar a tela?
A autorizada usa peça oficial e cobra o preço de teto da marca. Uma tela oficial de iPhone 17 sai por R$ 2.849 na Apple. A assistência independente usa peça de qualidade equivalente para o uso e cobra uma fração disso — por isso, na maioria dos casos, reparar fora compensa.
Quanto custa trocar a tela de um Android?
Para um Android comum, como o Moto G30, a troca de tela fica na faixa de R$ 280 a R$ 300 na nossa bancada (2026, sujeito a alteração). O preço varia conforme o modelo e o tipo de tela — aparelhos com tela OLED, como linhas Samsung, podem custar mais.
Quando não vale a pena consertar a tela do celular?
Quando o aparelho caiu na água. Na prática, esse tipo de reparo costuma dar retorno — o aparelho não fica 100% de novo, mesmo com a tela trocada. Nesses casos, vale conversar com o técnico antes de gastar: às vezes o conserto não se paga.
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