Voltar ao blog Raio-X de Reparos

Raio-X de Reparos TNX: os números reais da bancada (2026)

O dado proprietário da bancada TNX: proporção de defeitos, preço real por reparo, peça × mão de obra e original × paralela — números das ordens de serviço das lojas Penha e Vila Matilde, não faixa inventada de blog.

Arlan

Por Arlan · Técnico sênior · dono de 2 assistências

· atualizado em 26 de junho de 2026

Raio-X de Reparos TNX: os números reais da bancada (2026)

O Raio-X de Reparos TNX é o dado honesto da bancada: reúne, num só lugar, os números reais das duas lojas TNX — quais defeitos mais entram, quanto custa cada reparo em 2026, onde pesa o custo (peça ou mão de obra) e quando vale tela original ou paralela. É o raio-x dos aparelhos que passam pela mesa, não uma faixa inventada de blog.

Este índice nasce das ordens de serviço reais das unidades TNX da Penha e da Vila Matilde, consolidadas em 2026. Todo número aqui aparece em faixa, com ano e ressalva, porque preço de reparo muda com peça, modelo e câmbio. O que ainda não temos com solidez de dado, declaramos como “em consolidação” — a honestidade do número é o ativo. Quem assina é Arlan, técnico com cerca de 10 anos de bancada à frente das duas lojas.

O que este dataset cobre

Esta página é o hub. Cada recorte abaixo tem uma tabela com o número de bancada e um link para o artigo que aprofunda o tema:

  • Proporção de defeitos — o que mais entra na mesa
  • Preço real por reparo — faixa 2026 das duas lojas
  • Peça × mão de obra — onde pesa o custo de cada serviço
  • Original × paralela — quando a escolha muda (ou não) o preço

Tabela 1 — Proporção de defeitos na bancada (a cada 10 aparelhos)

O retrato do que de fato chega à mesa nas lojas TNX. Nota importante: aqui o conector de carga entra mais que a bateria — o contrário do que boa parte do setor costuma listar, que coloca a bateria à frente.

ReparoA cada 10 aparelhosObservação
Troca de tela~5O que mais entra na bancada
Conector de carga~3-4Na TNX, entra mais que bateria
BateriaAparece, mas não muitoAbaixo do conector, ao contrário do setor
Reparo de placaBaixo volume de entradaÉ o que mais “sobra”: a maioria das lojas devolve sem solução

Um detalhe de perfil: no Brasil a posse é de cerca de 88% Android contra ~12% Apple, mas a Apple é a marca que mais entra na bancada. O reparo de placa não é o que mais entra — é o que mais sobra, porque a maior parte das lojas devolve sem solução. Quem quer entender esse universo pode ver o que pode ser quando o celular não liga e o que é microsoldagem e como começar.

Tabela 2 — Preço real por reparo (faixa 2026)

Faixas praticadas nas lojas TNX (Penha e Vila Matilde) em 2026, sujeitas a alteração conforme peça e modelo. Não é “o quanto deveria custar” de blog — é o que a ordem de serviço registra.

ReparoFaixa 2026Nota
Tela iPhone 11 (LCD)R$ 350-400Campeão de troca de tela; iPhone 11 lidera seminovos no Brasil
Tela Android comum (Moto G30)R$ 280-300Referência de Android popular
BateriaR$ 190-450Varia muito por modelo
Conector de cargaa partir de ~R$ 120Custo concentrado na mão de obra
Reparo de placaR$ 400-600Quando há solução viável
Câmera (iPhone/Samsung)R$ 400-600
Câmera (Android)R$ 180-200

Para entender por que a tela varia tanto de um modelo a outro, veja quanto custa trocar a tela do celular. E para a lógica de como esse preço se forma a partir da margem, veja como precificar reparo de celular.

Referência de teto (autorizada)

Para dar escala ao preço de bancada, vale o contraste com a autorizada. Em setembro de 2025, a tela oficial do iPhone 17 na Apple custava R$ 2.849, e a bateria Apple ficava entre R$ 839 e R$ 999. A assistência independente faz por uma fração desses valores. É o piso e o teto do mesmo serviço, lado a lado.

Peça × mão de obra: onde pesa o custo

Nem todo reparo cobra pelo mesmo motivo. Em alguns, quem paga é a peça; em outros, é a mão de obra. Esse é um dos dados que mais surpreende quem está de fora:

ReparoPeçaMão de obraQuem pesa
Conector de carga~R$ 5~R$ 120Mão de obra
TelaR$ 250-400Peso menorPeça

No conector de carga, a peça é barata (~R$ 5) e o que cobra é o serviço (~R$ 120), pela complexidade do trabalho. Na tela é o inverso: a peça (R$ 250-400) pesa mais e a mão de obra entra com peso menor.

A lógica de formação de preço que usamos na bancada: dobrar o valor da peça, somar ~10% (maquininha) e R$ 30-40 de frete. Esse racional está detalhado em como precificar reparo de celular. Onde compramos peça: Shop Oriental e Santa Ifigênia, em São Paulo.

Tabela 3 — Original × paralela por tipo de tela (LCD × OLED)

A pergunta “vale a original ou a paralela?” não tem resposta única: depende do tipo de tela. Em LCD, a escolha quase não muda o preço. Em OLED, muda muito.

Modelo (tipo)ParalelaOriginalDiferença
iPhone 11 (LCD)~R$ 110Pequena
Samsung A16 (OLED)~R$ 80R$ 350-400Grande

Em telas LCD (caso do iPhone 11), a diferença entre paralela e original é pequena, então a escolha pesa pouco no bolso. Em telas OLED (caso do Samsung A16), a diferença é grande: a paralela fica perto de R$ 80, enquanto a original vai de R$ 350-400. Aí a decisão importa de verdade. Tudo em faixa de 2026.

Um dado de tempo que ajuda na expectativa: uma troca de tela bem feita leva cerca de 1 hora de bancada, e o cliente costuma voltar para retirada em 2 a 3 dias. E um aviso honesto de quando não compensa: aparelho que caiu na água tende a dar retorno e dificilmente fica 100% de novo, mesmo após reparo.

O que ainda estamos consolidando

A honestidade do dado é o ativo, então é justo dizer o que ainda não está pronto para virar número público:

  • Ranking de defeito por modelo (top-10) e % de defeito por modelo — vêm do histórico de ordens de serviço das duas lojas e estão em consolidação. Não vamos cravar uma posição ou um percentual que ainda não fechamos.
  • Sazonalidade mês a mês — qual reparo cresce em cada época do ano. Também sai do histórico de ordens de serviço e está em consolidação.

Quando esses recortes estiverem fechados com solidez de dado, entram aqui no hub com a mesma regra: faixa, ano e ressalva.

Para quem usa esses números na prática

Se você está do lado do negócio, esses dados conversam com decisões reais de quem monta ou toca uma assistência:


Dados de bancada das lojas TNX (Penha e Vila Matilde), consolidados em 2026, sempre em faixa e sujeitos a alteração conforme peça, modelo e câmbio. Assina Arlan, técnico com cerca de 10 anos de bancada à frente das duas unidades. Referência de autorizada (tela e bateria Apple) citada com data: setembro de 2025. Os recortes de ranking por modelo e sazonalidade mês a mês seguem em consolidação a partir do histórico de ordens de serviço.

Perguntas frequentes

Quais são os defeitos mais comuns na bancada da TNX?

Nas lojas TNX, a cada 10 aparelhos, cerca de 5 chegam para troca de tela e 3 a 4 para conserto do conector de carga. Aqui o conector entra mais que a bateria — o oposto do que boa parte do setor lista. Bateria aparece, mas não é o que mais entra. Reparo de placa não lidera o volume. Dados em faixa, 2026.

Quanto custa cada reparo de celular na TNX em 2026?

Em faixa de 2026: tela de iPhone 11 fica em R$ 350-400; tela de Android comum (Moto G30) em R$ 280-300; bateria entre R$ 190-450; conector de carga a partir de ~R$ 120; reparo de placa R$ 400-600; câmera de iPhone/Samsung R$ 400-600 e câmera de Android R$ 180-200. Valores das lojas Penha e Vila Matilde, sujeitos a alteração.

Tela paralela vale a pena ou é melhor a original?

Depende do tipo de tela. Em LCD (caso do iPhone 11), a diferença de preço é pequena: a paralela sai por volta de R$ 110. Em OLED (caso do Samsung A16), a diferença é grande: paralela perto de R$ 80 contra original de R$ 350-400. Em LCD a escolha quase não muda o preço; em OLED muda muito. Faixa 2026.

Por que o conector de carga é tão cobrado se a peça é barata?

Porque quem pesa no conector de carga é a mão de obra. A peça custa cerca de R$ 5, mas o serviço fica em torno de R$ 120 pela complexidade do trabalho. É o contrário da tela, onde a peça (R$ 250-400) pesa mais que a mão de obra. Por isso o conector parte de ~R$ 120 em 2026.

Vale a pena consertar celular que caiu na água?

Na prática, costuma não compensar. Aparelho que caiu na água tende a dar retorno e dificilmente fica 100% de novo, mesmo após o reparo. Já a troca de tela bem feita leva cerca de 1 hora de bancada, e o cliente costuma retornar em 2 a 3 dias para retirada. Avaliação caso a caso é o caminho honesto.

Quer dominar isso na prática?

Aprenda manutenção de celular do zero, com método e uma comunidade que não solta a sua mão. Você nunca fica sozinho na bancada.

Falar com a TNX